Tiro Esportivo
Guilherme Paraense (Belém, 25 de junho de 1884 — Rio de Janeiro, 18 de abril de 1968) foi o primeiro esportista brasileiro a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, modalidade tiro.

O primeiro atleta do país a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos

O atirador Guilherme Paraense, nascido dia 25/06/1884 em Belém do Pará, entrou para a história do esporte olímpico brasileiro ao se tornar o primeiro atleta do país a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos, na prova de pistola rápida 30 metros

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Guilherme Paraense

O atirador Guilherme Paraense, nascido dia 25/06/1884 em Belém do Pará, entrou para a história do esporte olímpico brasileiro ao se tornar o primeiro atleta do país a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos, na prova de rápida 30 metros. Nos Jogos Olímpicos Antuérpia 1920, Paraense voltou para casa com uma segunda medalha: o bronze na disputa de pistola por equipes.

  • Gold 274 P.Shooting25m rapid fire pistol (60 shots) men
  • Bronze 2264 P.Shooting50m army pistol, team men

Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil

“O Hall da Fama do COB (Comitê Olímpico do Brasil) tem como objetivo perpetuar os atletas e treinadores que ajudaram a construir nossa história olímpica. Tenho certeza que a história desses grandes personagens do esporte será uma inspiração para as novas gerações”, afirmou o presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira. “As homenagens ficarão expostas no Centro de Treinamento da Equipe Brasil, sede administrativa do COB, em um espaço aberto à visitação pública. Mas antes, faremos a solenidade de registro dos moldes junto à sociedade, em eventos por todo o ano de 2019, como forma de valorizar ainda mais esses heróis. “

Em 2019, o Guilherme Paraense (tiro esportivo), primeira medalha de ouro olímpica do Brasil na história dos Jogos Olímpicos (Antuérpia, 1920), foi incluído no Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro,

O primeiro atleta do país a conquistar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos

Em 1920, o Brasil fez sua estreia em Jogos Olímpicos, em Antuérpia, Bélgica, com uma equipe de tiro formada por Afrânio Costa, Tenente Guilherme Paraense, Sebastião Wolf, Fernando Soledade, Mário Machado, Tenente Demerval Peixoto e Dário Barbosa.


O time brasileiro enfrentou várias dificuldades para participar da competição, a começar pela viagem do Brasil à Antuérpia. A viagem de navio durou cerca de vinte e oito dias, com os atletas acomodados em camarotes pequenos e com ventilação inadequada.

Mesmo assim, os atletas seguiram treinando em alto mar. Em uma escala em Lisboa, Portugal, receosa de que não chegariam à competição a tempo, a equipe decidiu seguir de trem, em um vagão aberto, sob sol e chuva, até a Bélgica.

E foi quando a delegação descobriu que parte das armas e da havia sido furtada.


Por causa do furto, os brasileiros tinham apenas duzentas munições 38, o que inviabilizaria a participação de mais de dois atletas nas competições. Contudo, a perseverança, flexibilidade e comunicabilidade foram decisivos nesse momento crítico.


Afrânio Costa fez amizade com os norte-americanos Alfred Lane e Raymond Bracken, contando-lhes o que acontecera na viagem. Os americanos, em atitude de fair play que seria admirável até nos dia de hoje, ofereceram parte de seu equipamento: dois mil cartuchos e duas pistolas Colt para a equipe brasileira.


Em dois 02 de agosto de 1920, Afrânio Costa conquistou a primeira medalha olímpica da história do Brasil, prata na livre 50 m. No mesmo dia, ocorreu a competição por equipes, onde o Brasil revezava as duas pistolas entre os atiradores e, mesmo com
essa logística difícil, brilhou com a conquista da medalha de bronze por equipe na prova de livre.


Em 03 de agosto, o Tenente Guilherme Paraense, na prova da rápida, conseguiu duzentos e setenta e quatro pontos dos trezentos possíveis, vencendo o campeão mundial, o norteamericano Raymond Bracken – o amigo que lhe emprestou e armamento – por dois pontos, conquistando a medalha de ouro.

O primeiro lugar só foi decidido no último alvo, o qual Paraense acertou “na mosca”, enquanto Bracken falhou.


Não obstante as conquistas propriamente ditas, o que mais engrandeceu os feitos do Tenente Guilherme Paraense e de seus companheiros de equipe foram as circunstâncias adversas vencidas com ânimo forte e entusiasmo surpreendente, representando muito bem o povo brasileiro naqueles épicos Jogos da Antuérpia.


Sem dúvida, um legado de valores morais que servem de referência
para todos os brasileiros!

Centenário da 1ª medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos

Centenário da 1ª medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos
Centenário da 1ª medalha de ouro do Brasil em Jogos Olímpicos


Uma história centenária, repleta de conquistas e grandes exemplos, cujo roteiro é ampliado a cada quatro anos. Assim pode ser resumida a trajetória brasileira em Jogos Olímpicos, iniciada em Antuérpia 1920 e que completou 100 anos em 2020.

Equipe brasileira
Equipe brasileira


O capítulo de abertura deste belíssimo enredo registra um desempenho invejável. Em 2 de agosto, nas duas primeiras provas disputadas por uma representação nacional na história dos Jogos, Afrânio Costa foi prata na de tiro livre e ainda ajudou a equipe
brasileira, composta por Guilherme Paraense, Sebastião Wolf, Dario Barbosa e Fernando Soledade, a conquistarem o bronze por equipes.


Mas o melhor ainda estava por vir.

No dia seguinte, Guilherme Paraense faturaria a única medalha que ainda faltava ao Brasil: a de ouro, na prova de tiro rápido. Um resultado espetacular para uma delegação composta por apenas 21 atletas, que enfrentou todo tipo de dificuldade para representar o país na Bélgica.


Natural de Belém (PA), Paraense nasceu em 25 de junho de 1884. Aos cinco anos, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a frequentar a Escola Militar. A prática de tiro era exigida no exercício de suas atividades e, com mão firme, logo mostrou habilidade para o esporte. Em 1914, junto a um grupo de atiradores, fundou o Clube, no Rio de Janeiro. E, ainda na década de 1910, sagrou-se campeão brasileiro e sul-americano.


Ser o primeiro medalhista de ouro da história olímpica brasileira deu outro status a Paraense, que, ao voltar de Antuérpia, foi recebido pelo então presidente da República Epitácio Pessoa e agraciado com uma placa comemorativa. É com o talento, a dedicação e o legado de Guilherme Paraense que o Comitê Olímpico do Brasil (COB), líder do
Movimento Olímpico nacional, deseja inspirar as próximas gerações.

Referências

Correios. (2021). Centenário da 1ª Medalha de Ouro do Brasil em Jogos Olímpicos [Ebook]. Retrieved from https://infofilatelia77.files.wordpress.com/2020/12/edital202017.pdf

Guilherme Paraense |. (2021). Retrieved 25 March 2021, from https://www.cob.org.br/pt/cob/time-brasil/atletas/guilherme-paraense

Hall of Fame of COB will have 10 new honorees in 2019. (2021). Retrieved 25 March 2021, from https://www.cob.org.br/en/galleries/news/hall-of-fame-of-cob-will-have-10-new-honorees-in-2019/

Roberto Dias Duarte

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